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domingo, 10 de junho de 2012

Namorados e Sentimentos...


Nada seria mais simples do que dizer olá, se não estivéssemos envolvidos no frio mágico de junho, onde a procura de alguém especial se faz importante à sobrevivência da espécie.
Amar e ser amado nos funde em um caminho que pode começar com a troca de olhar e se expandir para magnitude de um longo e expressivo beijo.
Milhares de segredos são revelados a cada segundo que nos convencemos que estar juntos é primordial. Será porque a solidão devora o coração de quem se fizer só neste dia reservado?
Obrigados pela comercialização do sentimento, o “amor e a paixão” se pronunciam em cadeia nacional e tudo que podemos fazer é escolher enquanto somos escolhidos.
Rapidamente tudo que se faça presente em todos os dias que estivemos ausentes na vida de alguém será renegado a nós por nós mesmos, já fomos infectados. Estamos à procura de um namorado
Agora produziremos os aromas masculinos e femininos em larga escala, pois o verbo eu preciso estar ou ficar com alguém ativou as células do consumismo exacerbado.
Diria então ao grande mercador de sonhos que a oferta se faz maior que a procura, porém a lembrança deste dia é muito especial e as estrelas brilharão como fogos de artifício nas belas moedas de ouro.
Outra vez nos faremos presentes onde quer que exista a possibilidade de trocarmos o valor real imposto, fingindo não saber que os sentimentos acontecem independentes do dia.
Sobrevivendo aos desejos ditos de estar com ou sem lugar certo para ficar, que se pronuncia na subjetividade de quem quiser comemorar junto ou separado o desejo de ser infinitamente amado.

Entre mortos e feridos o presente já foi reservado e a caça já se oficializou.

Seremos execrados pelos contraventores do amor que fragilizados apelam ao Cupido à necessidade de fazer horas extras, pois as vendas precisam ser reforçadas.
Enquanto apelamos à humanidade que os sentimentos se fazem especial em sua constância pelo absoluto prazer de estar sempre juntos dizendo eu te amo.
Não há como mudar o devaneio destes militantes secretos que expandem seus pensamentos produzindo um turbilhão de frases melosas que gritam silenciosamente a necessidade de se ter alguém.
Todavia nesta estrada árdua de mão dupla o viver junto se simplifica por ser apenas um dia especial reservado a quem quiser ser meu ou seu namorado.
Impedidos de nos revelarmos, nós fazemos das plumas e paetês os adornos de não sermos quem realmente somos afinal, é dia dos namorados.
Merecidamente nós acordamos envolvidos pelo aroma do perfume com alguns quilos a mais, a felicidade de estar junto deve ser comemorada, mesmo que o nome nos fuja a cabeça.
Esperamos por tudo isto doze meses do ano, embora tenhamos dividido algumas batalhas juntos, mas o primordial de tudo está aqui neste coletivo sentimento de dizer: Eu tenho namorado!
Não gostaria de atravessar as barreiras do tempo e projetar na memória que presentear é muito mais que participar desta compulsão coletiva criada não sabe por quem, com o objetivo concreto de dizer amem.
Tendo em vista que mesmo diante da necessidade de sobreviermos, não podemos nos entregar ao frenesi coletivo do verbo amar que não é comprar, lembre-se, amar é muito mais do que estar e ficar.
Outrora não diria nada, apenas fecharia os olhos e pularia de emoção com a caixa de chocolate nas mãos.
Só que a alma me faz infinitamente calejada de ver a morte do amor na manhã seguinte a qual a ele não se fez reservada...

Amar é saborear cada grão de sal que a vida nos reservou, pois o doce sabor do amor nos manterá sempre juntos, onde todo dia, é dia dos namorados... 

4 - Perseu e a ira de Zeus...


Com os filhos perdidos em sua armadilha, Zeus condena Afrodite a pagar por sua intriga banindo-a do Olimpo.
Na terra entre os mortais ela procura ajuda de Hercules, que atormentado pelo Cupido, em um dia esquecido por todos, viveu o que Athena e Perseu estão vivendo, porém a responsável por sua dor estava ali diante de seus olhos pedindo clemência e compaixão do que havia feito.
As lágrimas da deusa que um dia lhe enganou, dando-lhe a essência do amor, o machucam, sua vontade de ir embora e deixá-la sozinha enfrentando suas escolhas não se faziam tão forte, pois quando ele olhava em seus olhos e via a fragilidade de um ser que optou por viver entre os imortais, a dividir com ele o amor, o prendia a ela.
Hercules aceita ajudá-la mais impõe uma condição. Como Afrodite não têm condições de negociar  aceita tudo que é imposto, durante a era dos deuses você ficará presa na terra ao meu lado, as lágrimas de Afrodite perfuram o chão atingindo Hades na cabeça que brada de ódio maldizendo a dor daquela que lhe perturba o sono. Expelido por um vulcão, ele pergunta a Hercules o que estava acontecendo.
Como senhor de Afrodite ordena que ela dê a notícia ao dono do inferno, que não esconde o prazer de ver os filhos de Zeus se perdendo, porém ele não sabe que Hercules libertará Perseu e Atena.
Na terra do esquecimento Hercules como mortal não pode ser manipulado pelas Ninfas que fingem ter escondido o coração e a alma de Athena.
Ele sabe que não adiantará encontra os dois antes de achar o que Perseu ira sempre buscar e isto aumentará à ira de Zeus, fazendo com que Afrodite pague junto com os outros as dores de Perseu.
Vasculhando cada centímetro daquele lugar, ele encontra Hérmia a deusa das Ninfas que o proíbe de continuar sua busca, o reflexo do coração de Athena em seu pescoço cega-lhe por segundos. Hérmia era toda dualidade do lugar, pois Zeus a puniu assim, ela viveria lembrando e esquecendo os momentos maravilhosos que teve ao lado do deus do amor. O amor viveria dentro dela as suas duas faces.
Quando Hera descobriu a traição de Hérmia foi implacável, sabia que ela havia tomado às lágrimas do cupido, pois pegou a moça invadindo e sendo invadida pelo olhar característico dos amantes. Obrigando Zeus puni-la, ele não ousaria deixar de fazer o que lhe ordenava Hera, com a Ninfa a sua frente mesmo pedindo perdão, ele criou a natureza terrena e colocou-a como responsável. Mas, Hera impiedosamente lhe da à dualidade como presente, haveria de viver esquecendo e lembrando-se do amor que viveu.
Hercules pede o coração de Athena que está em seu pescoço e pergunta onde está à alma da deusa. Hérmia diz a Hercules que o diamante que trás no peito lhe fora dado por Perseu, e a última lágrima derramada por Athena foi quem escolheu o lugar onde ele ficaria, portanto não poderia devolvê-lo, era a vontade da Deusa e não se jogaria outra vez nas mãos de Zeus, a ira dele era árdua demais. Quanto a sua alma, estava cravada nos olhos de Hades que também fora presenteado por ela que preferiu viver seus princípios a se entregar ao amor de Perseu.
-Saia e leve ambos, mas diga a Zeus, que se um deles colocar os pés novamente neste lugar, eu devolverei aos meus algozes a dor que carrego comigo.
-Hercules, a essência de Cupido me fora dada por ele, eu o protegi, pois lembrar os momentos vividos era melhor do que não ter nada. Não maltrate Afrodite, as palavras da Ninfa o angustiam, devolvendo a ele a condição de semideus, que passa a sofrer os efeitos da terra do esquecimento. Jogado no leito do rio, Hercules é manipulado por Efidríades que lava sua memória em suas lágrimas doces.
A demora de Hercules leva Afrodite à terra do esquecimento e a primeira Ninfa que encontra é Efidríades, que exibe o amor de Hercules por ela, fazendo-a esquecer de tudo alguns segundos depois. Brincando com as almas perdidas, as Ninfas devoram aos poucos as lembranças dos sentimentos proibidos. Afrodite sabe que se ficarem ali por mais tempo, quando voltarem não haverá nada em suas memórias. Sendo assim, ela pede para falar com Hérmia que atende seu pedido.
-Eu estou aqui em nome do amor, devolva as lembranças de Athena para que ela possa perdoar Perseu, tire-nos deste lugar e lhe dou minhas memórias e meu coração apaixonado, lembre-se, meu amor é divino, nunca tomei a essência do Cupido.
Hérmia sabia o que aquela oferta valia, porém os olhos de Afrodite eram doces demais, foi então que resolveu fazer uma barganha com a deusa. Ela arrancou os olhos de Afrodite e jogou ela e os que estavam presos pelas Ninfas no Olimpo.
Neste novo encontro das divindades, o amor manipula os deuses e os semideuses continuam temendo o que não conhecem.

terça-feira, 5 de junho de 2012

3 - Perseu e a recusa dos deuses...


Quando a divindade parte, Perseu fica com o pedido de perdão repetido por ela, ecoando em seu ouvido e atormentando suas lembranças.
Athena tornara-se fria e insensível por sua culpa, ele era mais um a não entender o sentimento humano que a fez tão frágil.
A essência do Cupido lhe foi concedida em um momento muito difícil,  Perseu lhe invade os sonhos, deixando em suas lembranças os desejos da mortalidade, e foi está invasão que passou a ferir a divindade em seu bem maior “suas verdades”. O que enxergava com os olhos de Perseu, lhe cousou uma inveja incontrolável.
Combatida por todos os deuses a inveja surgiu quando Hades obriga Zeus a dividir seus reinos, e as lembranças deste conflito desolador passou a ser companheira de Athena que desafiada por Ares um sagas guerreiro, não deixa ela perceber que tudo não passava de uma cilada do amor não correspondido. Enquanto tomava as lágrimas do Cupido,sentindo os desafios do amor humano de Perseu o último viajante de seus sonhos, ele a denunciou para Zeus, pois não lhe perdoou, por ter recusado seu amor.
Ares, senhor das guerras, alimentando-se da ira prova um sentimento que o coloca diante dos mortais como igual, refletindo em sua existência o que o tornava humano: as dores intensas, os amores avassaladores, viris e absolutos, onde homens e mulheres se desejam insanamente devorados pela paixão do prazer de estarem juntos.
Afrodite perturbada por tudo que vê não consegue acreditar que Athena diante de tanta sabedoria, deixava a imagem profana de um simples semideus lhe ferir a alma.
Perseu implora a Afrodite que convença Athena a acompanhá-lo na busca do seu coração e alma, precisava libertar-se, tinha sido mal compreendido. Ele nunca faria aquilo se soubesse que ela estava sob o efeito das lágrimas do Cupido, pois o amor fora duro demais em sua vida e sabia de sua culpa e não queria vê-la dentro da solidão que o acompanhava. Perseu repetiu a ela só o que sentia; para ele a paixão dela era um sentimento simples que passou.
Afrodite compreende sua angustia, mas conhece Athena, ela não o ajudará. A liberdade que vivia do sentimento humano era preciosa demais para nova vida que escolheu o sabor das inúmeras batalhas vencidas por ela, e mesmo ver nos olhos de Perseu a dor do arrependimento lhe enchia o vazio deixado por sua alma. Afrodite nega o pedido de Perseu e pede que ele desista. Vá embora e não volte mais ao Olimpo.
Mesmo Afrodite mostrando a dureza de Athena, ele volta para terra do esquecimento e novamente as Ninfas o faz lembrar e esquecer o quanto foi sublime o sentimento de Athena por ele, e a lágrima que cai dos olhos dela, ferindo-lhe o rosto, o deixa muito triste, pois nunca esperou por uma atitude tão forte.
Zeus proibido de interferir na decisão de Perseu sofre a dor de vê-lo ali nas mãos de sua própria armadilha, enquanto Atena acompanha pelas janelas do tempo o sofrimento de pai e filho, absolutamente indiferente.
Hera com sua implacável dureza não perdoa a traição de Zeus, sendo assim, ela não se afasta dele por um só segundo, pois odiava a mãe de Perseu, ela fora possuída por Zeus e o pior de tudo, deixou.
Sua filha era diferente, nunca permitiria que um simples semideus a tocasse. Os pensamentos de Hera perturbam Athena que revoltasse com tanto ódio, sua indiferença era fruto de suas escolhas e não ia permitir ser manipulada.
No templo de Ares, Athena se faz humilde e pede ajuda para resgatar Perseu, ela estava impedida de interferir na decisão dele e não poderia voltar na terra do esquecimento, já estivera lá, e as Ninfas só permitem uma única visita os deuses conforme o acordo feito com Zeus.
Diante de sua fragilidade, ele propõe a ela seu amor e com toda certeza o trará de volta. Athena olha em seus olhos e lhe profere uma única palavra. Nunca!
Seu ódio transforma sua face e sem pensar novamente entra na terra do esquecimento, colocando-se a disposição das Ninfas que afastará no tempo dos deuses Perseu e Atena.
Neste encontro das divindades, as armadilhas prendem os deuses as suas vontades e os semideuses procuram explicação para o que não compreendem.

2 - A dor de Perseu presa em sua procura...


Perdido na terra do esquecimento, Perseu procura desesperadamente pelo coração de Athena, pois quando Ares lhe entregou a encomenda de Afrodite cada pedaço da alma de Athena lhe feriu amargamente.
Perseu pegou a dor do arrependimento e colou a alma da divindade ao ver a fenda criada por suas ações, sentiu o pedido silencioso de perdão perturbar-lhe as vísceras colericamente. Era belo demais o que ela sentiu por ele e a dualidade do amor proibido, dela, quase o enlouqueceu.
Olhando o vazio de sua alma, sentiu falta de seu coração, voltou no tempo, e lembrou-se da última lágrima derramada por ela antes de vê-lo partir.
Na terra do esquecimento, percebe que seus pensamentos não conseguem enganar as vontades e verdades de seus sentimentos ele havia mentindo. O doce de suas lágrimas jamais poderia ser criado por ele. A essência do Cupido, mesmo sendo ele um semideus, jamais fora dada a ele, então não tinha como saber o que ela sentia. Ele nunca havia amado.
Por um longo tempo, Perseu lembrou e esqueceu o que estava fazendo ali.  Sem saber que este era o desafio imposto aos visitantes que se atreviam cruzar as fronteiras daquele lugar criado por Zeus para punir as Ninfas que enganaram Cupido.
A imagem de Athena, olhando seu reflexo encantada, mostrou gentilmente a Perseu que o amor dela era sublime, pois se transformava dentro dela em cada segundo que viveu ao seu lado.
Zeus, compadecido com o desespero de seu filho abre as portas do tempo revelando a Athena o que as Ninfas do esquecimento estão fazendo com os pensamentos de Perseu.
Sem coração e alma ela não consegue lembrar os motivos de tal visão e se faz indiferente aos pedidos de Zeus.
Afrodite diverte-se com angustia de Zeus que não pode fazer nada, pois como punir a Deusa que deixou os sentimentos dizer-lhe o que fazer, mesmo platônico o amor não devia ser vivido por ela.
Olhando as portas do tempo, Afrodite se esquece de fechar as janelas de seu templo e Zeus descobre que foi ela a responsável por Perseu ir procurar o coração de Atena.
Irado com a atitude leviana da deusa, ele a obriga partir em busca de Perseu, porém, ela sabe que se cair na terra do esquecimento ficara por lá.
Desesperada, conta o que aconteceu a Ares que se faz alheio a sua dor, o que já era de se esperar. Sem conseguir nada com a divindade, ela chama Athena e pede ajuda para resgatar um grande amigo na terra do esquecimento, como uma grande Guerreira não se recusa, este passou a ser o motivo de sua existência depois de ter se purificado.
Durante algum tempo, Athena e Perseu lembram e esquecem o porquê estavam juntos naquele lugar, enquanto as Ninfas brincam com as duas almas perdidas.
Durante suas lembranças, Athena vê o rosto suave de Perseu balançando em seu colo e consegue tocar-lhe por um breve segundo, antes de esquecê-lo novamente, era tudo que uma guerreira precisava. Segurando o fio de sua existência ela parte pela fenda aberta em sua alma.
Seguros em seu templo, Athena chama Afrodite, entrega o amigo e o pedido foi atendido. Quando Afrodite percebe que ela não se lembra dos momentos vividos com Perseu, deixa suas lágrimas caírem sobre o rosto de Perseu que acorda e é profundamente agressivo com Athena.
Indiferente a suas palavras ela sorri, era uma guerreira. Não ia perder tempo com um mortal, só fora buscá-lo por respeito aos seus princípios, o bom combate.
Neste momento Athena vira-se e um pedaço de sua alma cai de suas vestes e ofuscam os olhos de Perseu a palavra “Perdão” que entra em seu peito como uma lança...
Afrodite novamente sem entender procura explicação para tanta dureza nos olhos do semideus, e não consegue descobrir nada, Perseu fechou as janelas de sua alma.
Nas portas do templo de Athena, antes de sair, Perseu chama a divindade e lhe propõe de juntos buscarem na terra do esquecimento o coração... Antes que concluísse o pedido, Athena sorri e pede a Perseu que desista, pois ele nunca achara seu coração ou sua alma...
 Athena olha para Perseu e sai para outro bom combate... Antes  que neblina cobrisse seu rosto ela grita: “Perdão”! Ele está morto, o diamante no pescoço da Ninfa... Lembra!
 Neste novo encontro das divindades as palavras confundem os sentimentos e Perseu continua temendo o desconhecido...

1 - Perseu e os princípios de Athena...


Perseu acordou cedo, parado em frente do espelho criou uma janela no tempo, onde mergulhando em sua própria imagem é levado até o templo de Athena castigada por Zeus ao descobrir que havia provado a essência de Cupido permitida apenas mortais. Obrigada por Zeus, ela tem que purificar-se.
Mergulhada em suas lágrimas, arranca de si a dor de ter que abandonar os sentimentos humanos, pois como manipuladores de todas as ações, eles não podiam fazer parte do seu viver divino.
Como a sabedoria de Athena era importante para os Deuses, eles concedem a ela, antes do fim de sua purificação, um último momento.
Encantada com o reflexo da imagem de Perseu repousando em seu colo, balançando suavemente nos movimentos das ondas criadas pela brisa, Atena fica divida e perde a razão, experimenta a paixão de estar viva.
Durante algumas semanas ficam juntos descobrindo-se, Perseu revela a ela, que como mortal, seria o responsável por trocar o “sal” que amargava seus pensamentos, afinal, ela não podia se deixar levar por sentimentos humanos. Era filha da cabeça armada de Zeus.
Agradecida por tamanha gentileza e por jamais ser capaz de ferir seus princípios o “corpo imaculado”, deu lhe o único bem que estava ao seu alcance e que a divindade lhe proibia, o coração cheio de “amor”. Sem pensar no que causaria ao seu corpo sagrado, Athena crava a mão no peito e arranca o coração, pois acreditava que Perseu sabia o que fazer, livrando-a para sempre do desejo humano. Pulsando e envolto pelo melhor sentimento que já viveu, mesmo sabendo não ser permitida, ela provou! E saberia ali em sua atitude o que significaria a reprovação de Zeus...
Perseu, indignado com atitude desesperada da divindade olhou a com reprovação e proferiu palavras rudes e agressivas.
Isto era só uma paixão que passou!
Suas palavras ocultaram o passado de Athena que julgada por ele não teve como se defender, seu coração foi jogado por Perseu na terra do esquecimento. Ao sair, deixou que o vento resfriasse sua alma, impondo a ela o fim das lembranças do amor que lhe fez tão bem.
Athena abre seus olhos e não consegue ver Perseu que atravessou a janela do tempo criada ao mergulhar em sua imagem. A fenda que causou na alma de Athena ficaria ali, vista por todos menos por ela.
Perseu tirou de Athena o que não lhe pertencia, afina, era dela a decisão de ficar ou não com seus sentimentos. E foi o amargo gosto que ficou em seus lábios que transformou em Guerreira e nem Ares lhe fazia páreo...
Afrodite sem entender o gesto pérfido de Perseu que não percebeu que Athena gentilmente lhe agradecia o sabor suave que lhe tocou os lábios, suas lágrimas doces, pois estava livre do sentimento que lhe colocou dentro da condição humana o “amor”´, porém sua tristeza por ter ferido o único ser gentil que sua pouca existência humana conheceu, atravessam as portas do tempo expondo sua angustia aos Deuses.
Afrodite magoada com os atos de Perseu fragmenta a alma de Athena escrevendo em cada pedaço “Perdão”, e manda entregar a Perseu. Ares leva à encomenda satisfeito à vida começava a virar o jogo.
... Neste breve encontro de divindades, as palavras falam por si só. Perseu nunca entendeu o omar divino e humano, pois temia o que não sabia.